sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Telefônicas afrontam o consumidor

Já não é mais notícia: nove das dez empresas campeãs em número de queixas no Cidoc (equivalente ao Procon), em Santos, são dos segmentos de telefonia fixa e celular. Divulgado no Diário Oficial do Município na quinta-feira (6/8), o cadastro anual do órgão mostra que, em 2008, elas responderam por quase 40% das reclamações.


Haverá notícia no dia em que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entidade reguladora das atividades no setor, adotar duras medidas contra essas empresas. Não dá para aceitar a justificativa dada pelas telefônicas — a de que são alvo de grande número de queixas por terem muito mais clientes do que outros serviços.


Se a Anatel estivesse nos calcanhares dessas empresas, elas fariam tudo o que se espera delas: que respondam corretamente às dúvidas dos clientes, não lhes cobrem em dobro por serviços prestados apenas uma vez e aceitem passivamente, como manda a lei e para preservação da concorrência, que seus usuários mudem de operadora quando desejarem.


Mas, entre as ‘dez mais’ em quantidade de reclamações no Cidoc, faltou dizer qual é a outra. Trata-se um banco (ah, os bancos...).


Por que os segmentos econômicos mais lucrativos são aqueles que mais irritam seus consumidores?


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As campeãs de queixas no Cidoc em 2008


Empresa

Total de reclamações

Não atendidas

Telefônica

130

23

Nokia do Brasil

60

11

Embratel

49

24

Banco Itaú Administradora

42

20

Claro – Tess S/A

37

22

LG Electronics

27

5

Motorola Industrial Ltda.

26

6

Sony Ericsson

23

3

Vivo – Telesp Celular

23

14

Tim Celular S/A

22

14

Total de queixas - telefonia

397

122

Total geral de queixas

1.048

513


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Museu Pelé: que fim levou?

A Prefeitura de Santos está muito quieta em relação ao projeto do museu que erguerá em homenagem a Pelé, o Atleta do Século. Aliás, do século passado, época desde a qual se discute a construção de um empreendimento do tipo.


Pode ser que a crise financeira internacional tenha feito a Administração frear seu ímpeto. Chegou-se, com pompa, ao primeiro milhão de reais para as obras, captados do empresariado. Até se alcançarem os mais de 20 milhões necessários...


Enquanto a obtenção do dinheiro demora (o que acho, até, saudável; há muita coisa mais importante na cidade para se cuidar), o lugar que, dois anos atrás, foi escolhido para o Museu Pelé vai caindo aos pedaços. Neste domingo, o vento derrubou mais uma parte do que sobrou das ruínas do velhíssimo Casarão do Valongo, que, entre os séculos 19 e 20, abrigou o Paço Municipal e a Câmara.


É preocupante que um imóvel, apesar de bastante deteriorado, não resista a ventos pouco superiores a 50 quilômetros por hora. Com o ar nessa velocidade, eu consigo ficar em pé. O casarão não. Historicamente tombado, o prédio está, na verdade, tombando à ação da natureza.


E criam-se problemas nas proximidades: uma haste de sustentação da fachada caiu num poste de energia, deixou o bairro sem eletricidade, interrompeu o passeio do bonde turístico...


Quanto mais a obra do Museu Pelé for adiada, mais cara ficará. É bom lembrar, como foi escrito logo no começo, que o ex-jogador foi o Atleta do Século passado. Quando nasceram os jogadores que estão se profissionalizando agora, Edson Arantes do Nascimento já tinha abandonado os gramados fazia 15 anos. Não há memória que resista à lentidão dos que dizem pretender valorizar, numa obra, os feitos de Pelé.